segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dia 33 - De V.V. de Ródão a Castelo Branco

Projecto realizado com Specialized Crosstrail Deluxe Elite gentilmente oferecida por Motovedras

DESCRIÇÃO 28.06.2010
08:45h - Saída de Vila Velha de Ródão
11:00h - Chegada a Castelo Branco » ver percurso
16:30h - Reunião na C.M. de Castelo Branco
18:00h - Visita pela cidade

Total do dia: 46 km em 2:40h
Total de projecto: 1455 km desde 22.05.2010

RELATO PESSOAL
Uma noite de descanso no quartel dos bombeiros de Vila Velha de Ródão, depois de assistir a um fogo de artifício, no encerramento da Feira de Actividades Económicas Transfronteiriça. De manhã cedo, para fugir do calor, arranco para Castelo Branco.

- O equipamento de combate aos incêndios sempre em local de fácil e rápido acesso

- A "Poderosa" carregada e pronta para mais uma etapa, tal como o carro de combate a incêndios

- Alguém adivinha o nome desta localidade?

Há anos que se discute acerca das abreviaturas na toponímia das localidades. Ainda não se chegou a  concenso. Aqui, Gavião do Ródão, a ver o nome encurtado.

- A sinalética de indicação de destinos está quase sempre orientada de forma a estimular o condutor a utilizar a autoestrada. Neste caso, eu que não quero (nem posso) seguir pela autoestrada, tenho de tentar adivinhar qual a saída para Castelo Branco, por via secundária. Felizmente, tenho os mapas de estradas comigo.

- A alternativa à Autoestrada: o IP2

Na última geração, Portugal cresceu tanto em auto-estradas, que até algumas das vias mais recentes, como o IP2, passaram a ser chamadas pela população de "estrada antiga", em certos troços. Entre Vila Velha de Ródão e próximo de Castelo Branco, o cúmulo aconteceu: construiu-se uma auto-estrada pararela ao IP2, a cerca de 100 metros de distância. Resultado: o IP2, neste troço, transformou-se numa estrada fantasma. Chega a ser assustador percorrê-la de bicicleta, tal é o silêncio, nesta via com características de via rápida.

- A "estrada fantasma", em muitos casos, com vias de aceleração e desaceleração, separador central e sinalização de segurança, preparados para um tráfego intenso de ligeiros e pesados.

- A "estrada fantasma" em toda a sua plenitude

- A 100 metros, paralelamente, segue a A23, uma via Sem Custos para o UTente (SCUT), mas que acabamos todos nós por a pagar, a quem a gere. Quem será?

- A A23 aqui a cruzar a "estrada fantasma" (IP2), em passagem superior

- Uma estação de serviço semi-deserta, na "estrada fantasma".

- Mais uma vez, a sinalética de indicação de destinos a encorajar o condutor a seguir pela auto-estrada. Pergunto-me: quem ganhará com isso? Seguindo pela direita, a distância para Castelo Branco é ainda
 menor que pela A23. Mas o destino "Castelo Branco" não está lá indicado.

- O primeiro avistamento da Serra da Estrela, ao fundo na foto

- Ao fundo na foto, depois da onda de calor, a A23 continua a ser perseguida pela "estrada fantasma", o IP2

- A23 e IP2, duas vias paralelas ao longo de muitos quilómetros. Demasiados até.

- A chegada a Castelo Branco fez-se pela entrada Sul, uma avenida remodelada recentemente, em alguns troços, que liga ao parque industrial, a 3 km. Um arruamento com uma via, larga, em cada sentido.

- Não resisti a fazer uma simulação gráfica de uma solução possível, para ligar o centro da cidade ao parque industrial, com um corredor ciclável. Basta pintura, alguma sinalização vertical, medidas de acalmia de tráfego, informação e sensibilização da população e alguma vontade política.

- Depois de um bom duche, uma visita pelo quartel de bombeiros de Castelo Branco, onde pernoitarei, com a gentil autorização do comandante. Aqui, no Heliporto, com visita guiada a explicar a técnica de triangulação de meios, no combate aos incêndios florestais, no distrito de Castelo Branco

- A cabine de comando do Heli

- O rotor de cauda

- De tarde, reunião na Câmara, com a Otília Caetano, técnica engenheira e chefe da Divisão de Ambiente e Qualidade de Vida. Uma conversa de hora e meia, com muitos pontos de vista de ambas as partes a mostrarem ter muito em comum. Falta vencer a inércia política de quem tem a capacidade de criar e desenvolver sustentadamente a cidade. Os técnicos, esses, já sabem há 20 anos o que fazer, e como.

- Visita pela cidade de Castelo Branco, a cidade que cheira a campo. Aqui, uma cegonha numa antena de TV.


- A "Poderosa" num largo recentemente pedonalizado, com o castelo em fundo.

- Avenida na zona central da cidade, com via paralela para acesso a estacionamento

- Não resisti novamente. Tão simples que era ....

- Um bom exemplo de mobilidade e qualidade de vida: passeios e lancis rebaixados em zona de passagem de peões.

DADOS TÉCNICOS para cálculo de emissões de CO2
Malas, sacos e alforges: 6, com um total de 25kg
Consumo de líquidos: 2 litros de água
Outros modos de transporte utilizados: nenhum

Duches: 1, de aprox.10 minutos
Peças de roupa lavada: 1 calções de ciclismo, 1 par de meias
Horas de utilização de computador: 3:00h
Visualizações do blogue: 400
Novos amigos no Facebook: 20

Carregamento de telemóvel e lanterna: Mala Solar com painéis fotovoltáicos

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:
MOTOVEDRAS, pelo excelente equipamento que me cedeu.
DIMODA, pelos fatos da Pierre Cardin que me cedeu, para usar nas cidades.
JP SA COUTO, pelo excelente PC Magalhães 2 que ofereceu para esta viagem
OFF7, pelo cálculo e compensação de emissões de CO2.
Bio Future House, pelas malas com painés foto-voltáicos que me carregam o telemóve e a lanterna.
Instituto Geográfico do Exército, pela oferta dos mapas de estradas que me orientam.

Aos Bombeiros de Castelo Branco, pela cama por uma noite

À Carolina, minha mãe, por todos os dias acender uma vela de azeite a Nossa Senhora de Fátima.

Paulo Guerra dos Santos
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